Mostrando postagens com marcador Brasil República. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil República. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de maio de 2012

Coronelismo e Neocoronelismo

As práticas políticas construídas na chamada Primeira República continuam presentes em nosso contexto. Vamos ver um texto retirado do blog Leitura de Conjuntura sobre o assunto:


O Neocoronelismo

A sociedade tem construído diferentes formas de organização ao longo da história, porém, é público e notório a retomada de antigas doutrinas políticas e econômicas, como o caso do neoliberalismo, que advém do antigo liberalismo.
Analisando algumas situações não podemos deixar de notar a retomada de uma antiga prática, o coronelismo, que ainda persiste e principalmente nas regiões com o baixo IDH de nosso país e estado também.
O coronelismo trazia junto consigo a prática do “voto de cabresto” realizado pela figura do coronel que era um grande fazendeiro, que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição daqueles que apoiava. Tal prática era desenvolvida no início da república. O coronel utilizava diferentes meios para pressionar o eleitorado de seu “curral eleitoral”, até mesmo a força bruta para manter no poder aqueles que defendiam seus interesses para estabelecer uma rede de troca de favores.
O que acontece é que nos dias atuais tais práticas ainda persistem. O coronelismo ainda pode ser identificado nos dias atuais quando se utiliza alguns métodos para se controlar o voto das pessoas. Então, podemos utilizar o termo neocoronelismo.
Ainda ocorrem práticas de controle do eleitorado, como pagar pelo voto e anotar o número do título, zona e seção eleitoral, como forma de pressão para controlar famílias, comunidades, bairros e etc. Desta forma, depois da eleição o candidato confere se os votos de cada seção confere com aqueles que havia combinado e anotado. É uma forma eficiente de pressão psicologica e muito eficaz com a população mais carente.
Existem ainda diferentes formas de pressões e retaliações por parte de quem detém o poder econômico e político, como a pressão sobre o funcionalismo público e privado, já que em alguns casos empresários usam diferentes práticas para que seus empregados votem de acordo com sua orientação.
Há também a pressão psicológica do já ganhou! Onde o indivíduo teme votar em candidato que não ganhe a eleição e sofra retaliações. E também o tão utilizado paternalismo, onde se constrói relações de troca de favores e se cobra com o voto o favor recebido na área da saúde, educação, assistência e etc.
Analisando um pouco o que comentamos, surge a pergunta: Até onde vai a liberdade do ser humano e o sistema que chamamos de democracia?


fonte: http://leituradeconjunturas.blogspot.com.br/2012/03/o-neocoronelismo.html








Atividades

1) Qual a diferença entre as praticas Coronelistas e as Neocoronelistas?

2) Explique a charge acima, destacando a relação entre o voto secreto e a democracia.

3) Você acredita que existem relações neocolonialistas em sua cidade? Explique.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Notícias sobre a Ditadura Militar

Os seguintes trechos de notícias jornalísticas são referentes ao período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985).

“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)
“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada".
(Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal" O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").


Atividade


1 - Como os militares e suas ações são descritos nas notícias?

2 - O que as notícias falam de João Goulart?

3 - Você concorda com a postura das matérias? Justifique.